domingo, 31 de maio de 2015

O papel do desporto na minha vida

Edna

O papel do Desporto na minha vida basicamente é isto:
“O futebol é um estilo de vida… relva, sol, frio, chuva e terra. O treino terminou, passa das 9 da noite e lá vou eu com o saco debaixo do braço… viagem para casa e tentar ainda jantar …
No treino raspei a pele, espero que amanhã não caia para o mesmo lado. Chego a casa e diz a minha mãe: “sacode as chuteiras ou deixa-as lá fora”.
O que é que nos dá força para época após época continuar no futebol?
“Aos domingos gosto de dormir” – dizem os outros. “Nunca estamos juntos” – diz a tua namorada. “Pensa mas é em estudar e trabalhar” – dizem os teus familiares.
Ouves isto, pensas par0a ti e sorris.
Que sabem eles do que o futebol significa para ti? Que sabem eles da tensão e da ansiedade que não te deixa dormir um dia antes do jogo? Que sabem eles dos jogos em que jogaste com alguma dor ou mau estar? Que sabem eles do que sentes quando marcas um golo e os teus colegas te abraçam desesperadamente? Que sabem eles das pancadas que levas e da dor que te provocam? Que sabem eles do que é que sentes no balneário quando sai a convocatória? Que sabem eles do que sentes quando não jogas? Que sabem eles da força que te dá uma palmada nas costas de um colega quando um passe te corre bem? Que sabem eles do teu respirar fundo quando o treinador dá o 11 inicial? Que sabem eles do que sentes quando estás no banco de suplentes? Que sabem eles do que é ganhar ou perder um jogo a 5 minutos do fim? Que sabem eles do que pensas 10 minutos antes do jogo? Que sabem eles o que é estar a aquecer desde os primeiros 5 minutos da segunda parte na esperança que o treinador te mande entrar? Que sabem eles como vibras numa vitória? Que sabem eles da dor que se sente numa derrota? Que sabem eles do que sentes quando o jogador que deverias estar a marcar faz golo? Que sabem eles das quedas que dás e das vezes que tens de te levantar? Que sabem eles o que é dar o último pique quase sem conseguir respirar? Que sabem eles o que sentes quando vês o jogo da bancada? Que sabem eles o que é estar parado ou perderes o resto da época por lesão? Que sabem eles dos banhos de água fria que já tiveste de tomar? Que sabem eles do calor, frio e chuva que tiveste de suportar? Que sabem eles do que é treinar todos os dias nos meses de verão quando todos os teus amigos estão de férias? Que sabem eles quando todos vão sair para dançar e tu vais dormir para jogar no dia seguinte? Que sabem eles das privações que tens? Que sabem eles do que é sair de um treino ou jogo com fome e não ter o que comer? Que sabem eles o que é não poderes reunir-te diariamente com os teus amigos e família? Que sabem eles do quanto amas o futebol? Que sabem eles do que é perder a juventude em prol desse amor? Que sabem eles o que é chegar ao fim de uma época e deixar os amigos que fizeste? Que sabem eles o que é treinar de segunda a sexta e no sábado não estares sequer convocado? Que sabem eles do que se sente ao perder uma final? Que sabem eles da emoção, da pele de galinha e o que sentimos ao ler este texto?
Terra…Relva…Arranhões…10 pessoas contigo…11 do outro lado do campo…
Esta é a NOSSA vida, que sabem eles?
Muita gente diz que o futebol não tem nada a ver com a vida, não sei o quanto sabem da vida mas de FUTEBOL não sabem NADA!!!

  Na vida como no futebol, se perdermos um jogo…perdemos pouco, se perdemos a HONRA…perdemos muito…mas se perdemos a CORAGEM, perdemos TUDO!

Expectativas para o futuro

Cláudia

Minhas expectativas para o futuro é trabalhar na área de Desporto é ser professora de dança de salão e trabalhar em ginásio. Embora esteja a enfrentar muitas dificuldades e medos. Estou pensando em mudar de curso enquanto me preparo fisicamente isso não quer dizer que venha a desistir desta área e sim me preparar.  Pode se passa anos, mas cheguei a Portugal com um objetivo e desejo e isso não vou desistir porque quando queremos algo temos que correr atras e batalhar e não devemos ouvir os VOCê NÃO PODE devemos ouvir ouvir  os pontos positivos e com esse não pode, deve segurar a barra de ferro e não soltar e chegar até o fim.  
Edna
Sou do tipo de pessoas que gosta de viver sem planos, sem pensar muito mo futuro. Vivo no presente sempre tentando evitar os erros do passado. Do futuro mais próximo, eu espero apenas acabar o curso e ter trabalho nesta área que é aquilo que me parece neste momento mais difícil.
Ser feliz acima de tudo, não preciso de muito, preciso apenas de manter as minhas raízes, os meus princípios. Continuar o meu caminho com a mesma atitude, a mesma vontade, procurando sempre ser melhor, não melhor que os outros mas procurar superar-me a mim mesma a cada dia, com novos projetos e novos objetivos. Continuar acima de tudo com pessoas assim do meu lado e o que quer que seja que o futuro me reserve, irei aceitar de bom grado e adaptar-me a cada circunstância, seja ela boa ou má.

Vida social

Edna

Para dar continuidade daquilo que disse no fim do texto anterior sobre o facto de ser muito reservada, de preferir na maioria das vezes estar em casa ao invés de ir sair, prefiro estar com as minhas amigas num bar onde se possa conversar e conviver sem grandes barulhos do que ir para uma discoteca barulhenta onde se tem de berrar aos ouvidos da pessoa quando se quer dizer alguma coisa.
Toda a minha infância e toda a minha adolescência foi um pouco o espelho disso, em tudo o que à vida social dizia respeito. Durante a escola primária na maioria das vezes eu estava era com os rapazes pois eles é que partilhavam comigo o gosto por jogar futebol. Era aquilo que eu gostava de fazer e apenas os rapazes o faziam comigo e uma ou outra rapariga. A minha irmã gémea e mais duas eram as únicas raparigas com quem de facto eu me dava porque não se importavam com o facto de eu não gostar das mesmas coisas que elas mas simplesmente gostavam de mim pelo que eu era.

 Então para mim isso é que era importante, não ter muitos amigos/as, nem me dar com muita gente mas simplesmente ter as pessoas certas do meu lado, que não me influenciassem para maus caminhos, que me ajudassem quando eu precisasse. Foi assim que eu fui levando a minha vida e ainda hoje penso assim, não preciso de muita gente, simplesmente preciso das pessoas certas e incrível o facto como desde a escola primária, desde a minha infância, as coisas haveriam de ser sempre assim. Conto com os dedos de uma mão as pessoas com as quais eu tenho a certeza que poderei sempre contar e essas? Não troco por nada. Coincidência ou não, são grande parte dessas pessoas que eu tenho em tanta consideração, que pertencem à minha equipa e mais uma vez o Desporto, neste caso o futebol, mudou a minha vida para o melhor. Encontrei pessoas fantásticas, a minha equipa é a minha segunda família.
 

Vida Amorosa

Cláudia


Meu primeiro beijo foi aos meus 11 anos de idade com um rapaz de 16 anos lembro dele ser alto, magro, olhos cor de mel, ele fazia o Secundário isso para as meninas da minha idade era demais pelo fato de esta com um rapaz mais velho. Foi estranho o beijo fiquei envergonhada e não sabia o falar. Minha família não gostou muito porque era novinha e minha tia não estava aceitando ao fato de namorar, mas não durou muito tempo depois conheci um rapaz que fazia artes marciais onde eu fazia reforço escolar. Nossa, como era apaixona por ele lembro-me de ficar nervosa e com as mãos a tremer cheguei a  não ir a aula de reforço com ele para um lugar distante para ninguém ver, foi estranho mas depois sentia-me a flutuar e o coração batia a mil, depois saiamos outras vezes, mas teve um dia que ele tentou me agarrar de uma forma diferente, fiquei com raiva dele e dei um tapa sai correndo com medo, daí em diante ele não quis mais saber de mim, depois não fiquei sabendo mais nada dele. O tempo passou estava vindo da casa da minha tia ele apareceu, levei aquele susto ele fez de conta que não me viu atravessou a rua e nem se quer me olhou, pensei em correr e ir atrás dele mas não tive coragem foi embora e nunca mais o vi. Com o passar dos anos tive outros namoradinhos passageiros embora tivesse medo de chegar perto de rapazes para mim eles iriam tentar fazer o que ele tentou comigo, mas com o passar dos anos fui vendo que não era assim. Só fui ter algo mais serio com alguém aos 21 anos esse foi meu grande amor, namoramos 7 anos. O nome dele era Cristiano tinha 19 anos era mais novo 2 anos, mas para mim não era problema, gostava do sotaque dele por ser de interior, tinha um jeito diferente. Aquele cabelo com gel, moreno, lábios carnudos, vestia-se muito bem e era muito cheiroso. Nossa, dançava como ninguém. Amava todas essas coisas nele, ele era de família simples e honesta, gostei muito da família dele sua mãe é um amor, até hoje temos contacto. Ele sempre quis crescer na vida e eu tentei ajuda-lo na vida, pois tinha objetivo de casar com ele. Com passar dos anos ele conseguiu trabalha para si e estava crescendo na vida, porém não queria estudar havia apenas terminado o Secundário não quis fazer faculdade.Isso me incomodava e com o passar dos anos fomos brigando bastante e isso desgastou o nosso namoro e eu estava com o objetivo de estudar no estrangeiro e isso ele não aceitava, daí então cada um seguir sua vida, por mais duro que fosse essa separação mas não tínhamos objetivos juntos. Quero um dia casar e construir uma família, mas sei que tudo terá seu momento certo só questão de tempo.
Edna

Bem, este é talvez dos temas que mais engraçado eu poderei falar. Em criança, sendo eu mais fã de estar no meio dos rapazes a jogar futebol, na hora dos namoricos isso fazia-me muita confusão. Eu tinha muita vergonha de falar com os rapazes, aqueles que me interessavam na minha cabeça olhavam para mim como “sendo um deles”, porque eu sempre fui muito diferente de todas as raparigas. Odiava tudo o que fosse saias, vestidos, sapatos, pintar as unhas, arranjar o cabelo… enfim, tudo o que a sociedade idealizava que as meninas da minha idade deveriam ser. Mas eu não era assim, não era e nunca fui. Por vezes, sentia-me de parte das minhas amigas, porque elas estavam sempre a falar que gostavam deste ou andavam com aquele e eu podia ter algum fraquito por algum rapaz mas nunca me atreveria a dizer-lhe pois para além de ter muita vergonha, eu sempre achei que eles iam gozar comigo e que nunca iam gostar de mim.
Eu olhava para a minha irmã, que sempre tinha rapazes atrás dela, ela que sempre deu muito nas vistas, sempre a usar os melhores sapatos e as melhores roupas. Eu olhava para ela, olhava… E não me identificava com nada daquilo. Em casa ela queria sempre fazer me penteados e como ela dizia “pôr-te mais menina”. Mas eu não queria. Eu não deixava. Não deixava porque entendia que não tinha que mudar aquilo que era por alguém, ou porque simplesmente as pessoas assim o achavam. Até a minha adolescência propriamente dita, nunca tive grande envolvimento “amoroso” com rapazes, tirando aqueles namoros de infantário em que só andávamos de mão dada e só dávamos beijinhos na cara.
Na verdade eu não tinha pressa, até que conheci o meu primeiro namorado, a quem dei o meu “primeiro beijo”, na altura tinha 14 anos. Ele chamava-se Hugo, era um rapaz muito bonito, loiro de olhos verdes. Eu era encantada por ele, não posso dizer que o amava, nem sequer sabia o que isso era com 14 anos, mas eu adorava que as pessoas me vissem com ele e que afinal aquela miúda que só jogava futebol também podia arranjar um rapaz bonito.
Aquele namoro não foi muito sério mas durou 1 ano, eu era mesmo muito inocente, achava que ia ficar com ele a minha vida toda. Coisas típicas da idade. Mas pronto, como toda a gente, o meu primeiro “amor”, foi também o meu primeiro grande desgosto amoroso e quando terminou, que até já nem me lembro bem porquê, eu fiquei devastada e achava que a minha vida ia acabar ali e que nunca mais ia encontrar um rapaz igual.
Entretanto fui crescendo e cada vez com mais medo de ter outra paixoneta pois não queria me magoar e me desiludir como da primeira vez. Cerca de 2 anos mais tarde, devia ter eu 16 quase 17 anos quando comecei a namorar com outro rapaz. Mas esse, sem comentários. Foi coisa de poucos meses, mais uma tentativa falhada de namorar.
Até que fiz 18 anos e a minha prioridade era e sempre foi os estudos e os meus objetivos, na altura estava a tirar a carta de condução, um curso de inglês, a estagiar, a acabar o 12º e ainda tinha que ter tempo para o futebol. Com tanta coisa em que pensar, eu não tinha tempo para me preocupar com namorados, e sinceramente estava mais numa de “deixa acontecer”. Até que aconteceu mesmo. No Verão de 2012, quando já tinha acabo aquela algazarra todo do meu 12º ano, já tinha acabado a escola, prestes a entrar na faculdade, agora sim podia aproveitar a vida. A verdade é que não andava à procura e quando menos esperas a tua vida muda. Encontrei o rapaz, o meu rapaz. Aquele que me mostrou o que é amar alguém e teres esse sentimento em troca. O que é estar numa relação a 100%. Hoje com 21 anos, estamos juntos há 3. 3 anos com muitos altos e baixos mas que foram os melhores da minha vida. Ele é o meu melhor amigo, somos muito diferentes mas completamo-nos mutuamente. As coisas já estiveram muito más mas conseguimos ultrapassar tudo, juntos. Amor é isto. Confiança, partilha, entrega e dedicação. Nos bons mas principalmente nos maus momentos. Há poucos meses atrás ele veio morar comigo e eu confesso, tive medo, muito medo que as coisas não corressem bem, porque partilharmos o mesmo teto era bem diferente mas felizmente correu tudo bem e a nossa relação ainda se tornou mais forte. Fazemos tudo juntos, partilhamos tudo, somos 1 só. Que seja assim por muito tempo.

Genética

Cláudia
Desde criança escrevo em Diário. Gosto de relatar minha vida de deixar ali bons momentos e quando estou chateada é como um desabafo. Se todos pudessem compreender a importância do diário em sua vida com certeza fariam. Vocês vão entender o porque ao decorrer da minha história. Fiz uma breve apresentação, mas vou apresentar-me novamente e começar a minha historia.         
Meu nome é Cláudia Chaves tenho 31 anos, brasileira e natural de Ipueiras Ce. Perdi meus pais muito cedo quando ainda era criança, então não lembro-me nada deles, fui morar com meu tio avô e uma senhora  que a quis que a chamasse de tia, pois era (moça velha) termos que usamos no Brasil a que nunca casou e não a queria que a chamasse de mãe pois achava que se eu a chamasse assim quando ficasse mais velha e soubesse que não era sua filha poderia me revoltar contra ela. Assim foi, desde então não sabia nada da minha família só as duas irmãs que ficaram na casa da minha tia, não sabia mais nada se tinha outro irmãos. Elas ficaram alguns anos perto de mim, mas depois foram para São Paulo e a convivência com elas não era boa, pois minha irmã mais velha era revoltada por conta da morte dos nossos pais ela descontava em mim me batia muito, então era aquela confusão porque minha tia não deixava e para completar minha outra irmã também ajudava, sofri várias agressões por elas e uma das vezes ficou bem claro porque ela tentou me enforcar e minha tia chegou na hora e ajudou me. Elas decidiram irem para outro estado e isso me deixou mais tranquila tinha apenas 7 anos, mas queriam levar me junta, mas ainda bem que minha tia não deixou embora era não tivesse minha guarda ela conseguiu ficar comigo.
Essa minha tia criou me com muito amor, carinho e atenção, embora a família dela não gostasse muito, pois sempre queriam tirar me de perto dela. Fui uma criança muito doente, fiquei varias vezes internada com tuberculose. Os medidos até falavam que não havia mais tratamento. A única pessoa que teve comigo e foi atras de ajuda foi a minha tia. Então, cresci com muitos cuidados e uma das coisas a qual não fazia muito eram exercícios ela sempre tinha o cuidado para que não cansasse e voltasse o que tinha e nunca entrei em uma piscina por conta da minha audição várias noites acordava com sangue saindo dos ouvidos por isso ela não deixava nem entrar na piscina e praias, porque pra ela isso iria me fazer muito mal embora os médicos tivessem falado que não haveria problema alguém, mas ela tinha medo. Meu tio avô ele é uma pessoa ignorante não podia ter muitos amigos ele não deixava irem em casa, quando saia de casa ele brigava muito com minha tia. Lembro me como se fosse hoje Março de 1991 estava fazendo o Primeiro ano do Primário, quando recebi um prémio na escola pelo bom desempenho e pela leitura que fiz, ganhei meu primeiro livro. Ali era um troféu para mim fiquei muito feliz e não via a hora de chegar em casa para mostrar, quando cheguei muito feliz eles estavam brigando tinha uma boneca que minha tia havia feito pra mim ela era uma boneca simples e feita de pano, mas tinha grande valor sentimental pra mim. Ele simplesmente rasgou minha boneca em vários pedaços juntamente com meu livro, fiquei arrasada com tudo isso. Ele é uma pessoa muito nervosa, muito explosiva sofria muito com isso, pois cresci fazendo minhas coisas as escondidas, minha tia tinha medo dele por conta do que ele falava ele sempre me desejava mal e dizia sempre que algo ruim iria acontecer comigo nunca consegui levar amigo e nenhum namorado em casa porque ele não deixava e tinha algum homem perto de mim ele falava palavras horríveis comigo, não sentia me bem por ficar mentido e escondendo as coisas isso me deixava desconfortável.

Família Completa
Como fui criada distante da minha família não tinha como saber ao certo a minha genética. Não tinha fotos dos meus pais, minha tia contava detalhes mas não associava ao certo. Falava que minha altura meu corpo era muito parecido com da minha mãe. Com o tempo fui conseguindo contato com meus irmãos e recebendo fotos, fui observando aparecias formas de falar. Tempo depois fui ter com eles e pude ter uma vivência melhor com minha família e podendo assim conhece-los e daí despertou-me o desejo de saber história da minha família, talvez se meus pais tivessem deixado diários poderia conhece-los através das informações deixada. Estou organizando a árvore genealógica buscando nomes dos meus familiares e histórias, pois desta forma posso saber a vida dos meus antepassados e posso passar adiante para meus filhos e netos. Foto logo acima é da minha família meus pais esta no centro e os seus 11 filhos vivos, pois somos na verdade 15 filhos. Busco saber história da minha família para que possa senti-los perto de mim. Isso é muito gratificante o que vai descobrindo de seus familiares, pois isso faz parte de sua vida.

Edna
Falar sobre genética no meu caso torna-se interessante, tendo eu uma irmã gêmea que muito pouco tem a ver comigo.
Como a minha mãe costuma dizer “uma é a água e a outra o vinho” e acho que isso resume tudo. Eu e a minha irmã somos completamente distintas uma da outra, a começar fisicamente, eu sou mais baixa, cabelo castanho, ela é loira, mais alta e corpulenta.
Quanto ao feitio, as diferenças é que são completamente evidentes, optamos por objectivos de vida completamente distintos, eu quis continuar os estudos para o ensino superior, ela preferiu ir trabalhar. Eu gosto de jogar futebol, ela adora arranjar o cabelo e pintar as unhas. Ela adora sair, eu sou mais de estar em casa. Ela vê a vida com muita simplicidade e liberdade, eu sou mais cautelosa. Ela tem muito medo de errar, de falhar e quando algo lhe corre mal parece o fim do mundo, eu sou mais otimista e acredito que há sempre volta a dar, há sempre alternativa por tão impossível que pareça.
Podia enumerar mil e uma coisas que nos distinguisse, que elucidasse as nossas diferenças mas só quem nos conhecesse sabe e consegue perceber bem.
Este é apenas o meu testemunho sobre esta questão da genética e, na minha opinião, sim, a genética tem muita influência não só fisicamente como irá determinar certos traços da nossa personalidade. Por exemplo, a minha irmã tem exatamente o mesmo feitio que o nosso pai enquanto eu saiu mais à nossa mãe nestes aspetos. E, certamente, haverá mais casos assim. 


Do ensino secundário ao ensino superior

Edna

Toda a minha vida eu quis ir para a faculdade e sempre fui tomando as minhas escolhas em função disso. Cheguei ao 10 º ano tive de escolher a área que queria não me podendo esquecer que tinha de escolher um curso que me permitisse seguir os estudos para o Ensino Superior.
Depois de muito pensar decidi optar por um curso profissional ao invés de ir pelo ensino regular e não me arrependo pois eu nunca fui de estudar muito, no sentido de me agarrar aos livros constantemente porque para mim o importante é aprender as coisas, vivendo-as, experimentando-as e eu sabia que se fosse para o ensino normal ia ter tudo teoria então escolhi um Curso Técnico de Comunicação/Marketing, Relações Públicas e Publicidade. No final gostei muito porque foi um curso muito abrangente no qual aprendi muita coisa sem ter de estudar afincadamente. A melhor parte foi que no programa deste curso permitia-me dar a matéria que eu iria precisar no exame nacional que me dava acesso à faculdade e assim foi. Consegui acabar o 12º com uma boa média (17 valores) o que me ajudou muito na entrada para o ensino superior.
No final do ano concorri a Desporto como é óbvio mas a minha entrada para a faculdade não foi fácil por diversas razões. No primeiro ano, um pouco por culpa minha, não me consegui dedicar como queria ao exame nacional porque o último ano do curso profissional foi muito atarefado entre estágio, Prova de Aptidão Profissional e exames o que me ocupava demasiado tempo. Consegui passar no exame mas com uma média muito baixa, logo nesse ano (2012) não consegui entrar na faculdade, o que me deixou muito triste. Não concorri a mais curso nenhum porque de facto não queria mais nenhum curso e muito menos outra faculdade que não a FADEUP. No ano que não consegui entrar fiz de tudo um pouco, mas principalmente me dediquei a estudar para o exame e enquanto isso fui tirar um pequeno curso de Francês e Alemão, além de estar ocupada isso permitiu-me aprender um pouco de outras línguas.
Chegou a altura de fazer os pré-requisitos para entrar em Desporto e depois de muita preparação, no dia anterior às provas eu tive jogo pela minha equipa e para meu azar fiz uma entorse muito grave no pé direito. Vi a minha vida completamente a andar para trás porque eu dependia daquilo para entrar na faculdade e só pensava que ia ficar mais um ano, entrei completamente em desespero. Mesmo com umas dores horríveis e com o pé ainda mais horrível, fui fazer as provas, liguei o pé, pus spray, fiz mil e uma coisas para que o pé não me doesse nos pré requisitos mas era inevitável. Felizmente a maioria tinha me corrido bem, eu so tinha ficado receosa pela prova de natação que me tinha corrido super mal, mas o importante era que já tinha feito as provas. Quanto chegou a altura de saírem os resultados eu chorei de alegria quando soube que apesar da lesão grave eu tinha conseguido. Mais um obstáculo ultrapassado para entrar na faculdade.
Até que chegou ao dia de fazer o exame nacional e mal eu sabia o que me esperava. Tinha estado 1 ano da minha vida a preparar-me para aquilo. Tudo se resumia às próximas duas horas e meia. Cheguei à escola e… Era greve. Dirigi-me ao pavilhão e um elemento do conselho executivo mandou os estudantes para casa pois não ia haver exame por causa da greve dos professores. Assim fizemos e foi-nos indicado para irmos fazer o exame 15 dias mais tarde.
Quando chegou o dia que efetivamente íamos fazer o exames fui ver os papéis onde estavam os nomes dos alunos distribuídos pelas salas. Ia ver qual era a minha sala e o que acontece? O meu nome não está em nenhuma das folhas. Dirigi-me ao conselho executivo para saber o motivo do meu nome não estar nas folhas para fazer exame e disseram-me que no dia da greve a minha sala tinha feito exame e que eu tinha faltado. Entrei em desespero porque não me queriam deixar fazer exame, nem na segunda fase pois por lei só poderia fazer exame na segunda fase quem tivesse ido à primeira. A minha mãe foi a escola, os outros alunos a fazer exame e eu no conselho executivo a ver como ia ser. Até que finalmente me deixaram fazer exame mas sem garantias de que o exame ia ser válido pois eu ia fazer exame mas ia ter de enviar uma carta ao Júri Nacional de Exames para que me validassem o exame para eu poder, pelo menos, ir à segunda fase. Fui então para a sala, ainda a chorar, com os nervos à flor da pele, tive meia hora para fazer um exame que numa situação normal teria duas horas e meias, fiz na mesma sem esperança nenhuma naquele exame.
Depois de mil e uma cartas e emails dirigidos a tudo o que era entidade que gere o ensino em Portugal, consegui que me validassem o exame. Agora só pensava em ir à segunda fase e sabia que ia ser a minha última esperança de ainda poder entrar na faculdade. No dia que saíram os resultados, fui à escola para me inscrever para o próximo exame e ver a nota que tive no primeiro. A meu ver aquilo foi uma perfeita desgraça, pois fiz o exame a chorar, a tremer por todos os lados mas quando vi a nota… Tive 15,4. Fiquei radiante e senti que depois daquilo tudo, nada nem ninguém me podia impedir de conseguir aquilo que queria. E foi assim.

Com tudo contra mim, muitas vezes pensei que não ia conseguir, mas não desisti. Nunca devemos desistir daquilo que queremos. E foi assim que eu aprendi, foi assim a minha entrada no Ensino Superior.


Cláudia

Sempre estudei em escolas públicas, fui uma aluna dedicada. Apesar das dificuldades no ensino primário por ter falta por conta de estar doente, mas consegui seguir em frente. Terminei meu Ensino Primário e Secundário período normal. 4 anos depois comecei meu Ensino Superior fiz 3 anos de Licenciatura em História escolhi esse curso para ajudar com minha timidez e isso ajudou-me muito, mas não tinha ainda coragem de dar aula. Sempre tive o desejo de estudar em outro pais, resolvi  fazer intercâmbio nos Estados Unidos, porém meu visto não deu certo. Resolvi vir para Europa e fazer Desporto, porém não me adaptei muito ao clima passei apenas 15 dias em Coimbra e voltei ao Brasil, apos ter a necessidade de cuidar da minha saúde de viver saudável quis fazer uma nova faculdade escolhi então Desporto. 

Desenvolvimento motor

Edna


Sobre o meu desenvolvimento motor eu posso dizer que foi relativamente normal. Embora tenha nascido um pouco cedo (a gravidez durou 37 semanas e 3 dias) e foi uma gestação gemelar. O meu período Neonatal foi o seguinte:
Nasci no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia, de cesariana e o meu peso ao nascer foram 3kg certos e media 49 cm de comprimento e 34cm de perímetro cefálico e o meu primeiro choro foi aos 8 minutos após o nascimento.
Nos primeiros 2 meses o meu desenvolvimento não foi muito notório tendo apenas engordado 1, 200kg e aumentado o meu comprimento apenas em 4 cm.
Só aos 4 meses de idade é que comecei a ter aumentos mais significativos no peso (9,710kg) e já estava com 73 cm. Entre os 4 e os 8 meses tive várias oscilações de peso, entre aumentos e baixas, mas apenas de algumas gramas. 

A partir daqui até ao 1 ano de idade o meu crescimento foi normal. Embora não tenha mais referências escritas ou documentadas sobre o meu desenvolvimento a nível motor, foi-me dito por familiares que acompanharam o meu que crescimento que eu desenvolvi tudo naturalmente, o gatinhar aos 6, o pôr de pé aos 7 meses, o andar por volta dos 9 meses (mas depois caí e ganhei medo a andar normalmente, eu andava mas encostada às mobílias ou apenas agarrada a alguém ou a alguma coisa que me sustentasse), tendo só perdido o medo por volta dos 14 meses. Continuei a crescer normalmente.

Cláudia 

desenvolvimento motor é o processo de mudança no comportamento, relacionado com a idade, tanto na postura quanto no movimento da criança. É um processo de alterações complexas e interligadas das quais participam todos os aspectos de crescimento. O desenvolvimento motor não depende apenas da maturação do sistema nervoso, mas também da biologia, do comportamento e do ambiente e com essa falta de vivencia que tive logo que criança vejo o quanto isso dificulta para mim, pois sinto dificuldades em alguns aspectos físicos na faculdade por essa falta de vivencia motora que tive logo como criança e hoje vejo o quanto é importante e necessária para a vida futura, pois com isso cada criança apresenta seu padrão característico de desenvolvimento, visto que as características inerentes sofrem a influência constante de uma cadeia de transações que se passam entre ela e o ambiente que a circula.  Um bom desenvolvimento motor repercute na vida futura da criança nos aspectos sociais, intelectuais e culturais.
Cresci ouvindo o NÃO e isso fez com que certos exercícios pudessem tornar difícil para mim, como por exemplo o medo de subir em um muro, de saltar e até mesmo de nadar. Isso me tornou uma pessoa com certas dificuldades, pois qualquer dificuldade motora faz com que a criança se refugie do meio que não domina e deixe de realizar, ou realiza com pouca frequência, determinadas atividades.