Para dar continuidade daquilo que disse no fim do texto
anterior sobre o facto de ser muito reservada, de preferir na maioria das vezes
estar em casa ao invés de ir sair, prefiro estar com as minhas amigas num bar
onde se possa conversar e conviver sem grandes barulhos do que ir para uma
discoteca barulhenta onde se tem de berrar aos ouvidos da pessoa quando se quer
dizer alguma coisa.
Toda a minha infância e toda a minha adolescência foi um
pouco o espelho disso, em tudo o que à vida social dizia respeito. Durante a
escola primária na maioria das vezes eu estava era com os rapazes pois eles é
que partilhavam comigo o gosto por jogar futebol. Era aquilo que eu gostava de
fazer e apenas os rapazes o faziam comigo e uma ou outra rapariga. A minha irmã
gémea e mais duas eram as únicas raparigas com quem de facto eu me dava porque
não se importavam com o facto de eu não gostar das mesmas coisas que elas mas
simplesmente gostavam de mim pelo que eu era.
Então para mim
isso é que era importante, não ter muitos amigos/as, nem me dar com muita gente
mas simplesmente ter as pessoas certas do meu lado, que não me influenciassem
para maus caminhos, que me ajudassem quando eu precisasse. Foi assim que eu fui
levando a minha vida e ainda hoje penso assim, não preciso de muita gente,
simplesmente preciso das pessoas certas e incrível o facto como desde a escola
primária, desde a minha infância, as coisas haveriam de ser sempre assim. Conto
com os dedos de uma mão as pessoas com as quais eu tenho a certeza que poderei
sempre contar e essas? Não troco por nada. Coincidência ou não, são grande
parte dessas pessoas que eu tenho em tanta consideração, que pertencem à minha
equipa e mais uma vez o Desporto, neste caso o futebol, mudou a minha vida para
o melhor. Encontrei pessoas fantásticas, a minha equipa é a minha segunda
família.

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